segunda-feira, 20 de abril de 2009

FLORIANÓPOLIS PERDE ARQUIVO MUNICIPAL

O prédio onde funciona o Arquivo Municipal de Florianópolis, na esquina da Rua Tiradentes com Praça 15 de Novembro, vai abrigar o novo órgão previdenciário dos servidores municipais. O mobiliário já começou a ser colocado nos lugares e o acervo da memória da cidade amontoado nos cantos. O setor de protocolo da Prefeitura pode ser instalado no local. Mas é possível que a iniciativa seja vetada, pois o imóvel que abrigou a primeira unidade do Banco do Brasil em Florianópolis foi cedido em comodato ao município para abrigar um centro cultural.

Quem fez o alerta foi Celso Martins em seu blog. E hoje Lélia Pereira da Silva Nunes, Superintendente da Fundação Franklin Cascaes na época em que foi assinado o termo em que o BB cedia em comodato à FFC, confirmou o que o Celso Martins havia denunciado.

Leiam trechos de parte de sua resposta às indagações do Celso:

Foi assinado em praça pública, após um concerto de Natal, em dezembro de 1998, um protocolo de intenções entre a Fundação Franklin Cascaes e o Banco do Brasil, cuja finalidade era a cessão do referido Prédio, área de cerca 600m², que sediou a primeira agência do BB, para abrigar um Centro de Cultura de Florianópolis, como o BB tem em outras capitais do Brasil. Este termo foi assinado por mim e pelo Superintendente do BB;

Se o Prédio PERTENCE ainda ao Banco do Brasil e está cedido em Comodato para uso Cultural não pode ser dado outro destino, salvo melhor juízo. O que me informaram hoje à tarde é que parte do andar térreo será ocupada pela "UNIMED" dos funcionários da Prefeitura e já estão providenciando a mudança que deverá ser concretizada até maio, segundo fonte da Prefeitura, para desagrado dos funcionários do Arquivo Municipal e da própria Fundação Franklin Cascaes que recebeu a novidade esta semana durante reunião com o superintendente em exercício.

Esse é mais um dos tantos exemplos de como nossas autoridades tratam nossos bens culturais: com total descaso.

Um comentário:

  1. Ai, meu Deus, o que vamos fazer com essas autoridades?!

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