sábado, 6 de dezembro de 2008

AZUL

foto:elaine borges

LAGOA DA CONCEIÇÃO


Porque hoje é sábado...(lembrando Vinícius).

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

AVISO DO CÉU

"O governador Luis Henrique faz o possível para ser lembrado como o político que passou para o sucessor um estado de calamidade pública"

A frase é do Marcos Sá Correa, jornalista e editor da revista Piauí , publicada na edição desta semana da revista IstoE que transcrevo:

ESSA CHUVA PODE SER AVISO DO CÉU

O governador de Santa Catarina, Luís Henrique da Silveira, finalmente se convenceu de que anda à solta por aí uma tal de desordem climática. Foi ela, pelo menos, a desculpa que o acudiu para definir o tipo de tragédia que derreteu encostas no Estado e matou dezenas de pessoas. É, governador, essas coisas acontecem.


Talvez sejam em vasta medida inevitáveis. Mas tendem a pegar mais pesado quem estava desprevenido. E, se estiver interessado em conferir o que quer dizer isso, pode folhear o Código Estadual de Meio Ambiente, que sob seu patrocínio está secando, mesmo debaixo de chuva, a caminho da Assembléia Legislativa.

Ele foi saindo cada vez mais torto, à medida que passava por audiências públicas. Pegou o mesmo tipo de resistência que, três anos atrás, defendeu Santa Catarina da criação de parques nacionais em lugares ainda abençoados por florestas de araucárias. Armou-se de dispositivos estranhos, senão agourentos, como a aprovação automática das licenças ambientais, se em 60 dias os técnicos não derem sua palavra final sobre projetos.

Tende a ser uma lei dura. Mas só é dura com aquilo que o governador já chamou na tevê de "oposição meio ambiental". Pode ser coincidência, mas o rascunho está cada vez mais parecido com suas idéias, e, principalmente, com suas idiossincrasias.

Mesmo com a chuva caindo, ele riscou qualquer menção à "vida aquática", na parte referente aos "recursos hídricos". Pois é, trata-se de abrir alas à construção de hidrelétricas. Ele nunca engoliu os argumentos que o impediram de autorizar, como queria, quando prefeito de Joinville, a instalação de uma usina na serra catarinense. E acredita, ou professa, que toda precaução é um instrumento do "medievalismo".

Como nunca esclareceu exatamente o que quer dizer com essa palavra, presume-se que não se trate da Idade Média original, a européia, marcada pela eliminação quase total das florestas no continente, pela transformação dos rios em esgotos fedorentos e por uma guerra milenar contra a fauna silvestre.

O europeu do século XX também se distingue de seus antepassados medievais por ter mais árvores. Ou pela prerrogativa de pescar em rios límpidos no centro de Estocolmo. E até por não dar mais a seus políticos o direito de fazer em público as declarações que o governador faz em entrevistas. Muito menos de governar um Estado que é recordista nacional de devastação da mata atlântica, em nome do "aproveitamento sustentável da natureza" e da ojeriza à "obtusidade".

Não adianta apontar para o céu. As chuvas podem fazer grandes estragos, mas dão e passam. Como nenhuma chuva chove dois mandatos, quase sempre há tempo de sobra para apagar os sinais deixados por sua passagem antes que venha a inundação seguinte. E as obras feitas aqui embaixo tendem a durar mais do que as pessoas que as deixaram.

E, na batida em que vai, o governador Luís Henrique está fazendo o possível para ser lembrado como o político que tomou posse de um Estado invejado nacionalmente pela beleza natural e passou para o sucessor um estado de calamidade pública.

MAIS DOAÇÕES

A Defesa Civil de Santa Catarina retomou hoje à tarde o recebimento de doações. No dia anterior, eles haviam solicitado, em nota oficial, que não enviassem mais doações, mas hoje conseguiram se reestruturar e estão utilizando os armazéns das Secretarias de Desenvolvimento Regionais dos municípios de Criciúma, Ararangua, Joinville, Blumenau, Brusque, Itajaí, Timbó e Jaraguá do Sul para estocar roupas, mantimentos e remédios. Também as doações em dinheiro continuam sendo solicitadas. Caberá ao Ministério Público de Santa Catarina e ao Tribunal de Contas fiscalizarem a distribuição das doações que estão sendo depositados em nove contas bancárias (cerca de R$ 16 milhões até agora). 14 municípios continuam em estado de calamidade pública.

BOA VIDA

BRIGITTE
foto:elaine borges

Ela foi chegando, de mansinho, às vezes ficava escondida, sumia... Até que, aquela bolinha de pelos pretos e olhos verdes, um charme só, um dengo que só ela tem, decidiu ficar. E lá mora a pequena gatinha, meiga e nada arisca. É uma felina esperta: escolheu aquele cantinho pra viver e já é dona do pedaço. É só carinho, e, ao contrário da minha Bibi, gosta de um colinho! Esta é a bela e meiga Brigitte.
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MUITO OBRIGADO

Ontem a Defesa Civil solicitou que, por enquanto, não mandem mais doações para as áreas atingidas pelas chuvas. Os responsáveis pelo controle e distribuição das doações informaram que a mobilização, a solidariedade e apoio dos brasileiros superou todas as expectativas. Ontem havia necessidade de mais voluntários para organizar os produtos que, durante 13 dias após o desastre, foram enviados para Santa Catarina. No total, foram doados cerca de 2 milhões de quilos de alimentos, 1,5 milhão de litros de água, mais de 100 toneladas de roupas, brinquedos e materiais de higiene pessoal, entre outros itens. Em nove contas bancárias foram doados R$ 16,2 milhões. Esse dinheiro será destinado aos municípios atingidos para reaquecer a economia. Emocionados com tanta solidariedade os integrantes das equipes da Defesa Civil diziam: "Só temos que ressaltar o nosso muito obrigado".

TRISTE ESTATÍSTICA

Subiu para 118 o número de pessoas que perderam a vida nas enchentes e deslizamentos em Santa Catarina. A Defesa Civil informou que a vítima era morador de Timbó e o corpo foi encontrado soterrado. Há ainda, segundo estatísticas oficiais, 31 desaparecidos. Desde ontem, com a volta do sol, parte da população das áreas atingidas começaram a voltar às suas casas, baixando para 32.769 o número de desabrigados e desalojados

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

REFLEXÕES SOBRE A TRAGÉDIA EM SC

Professores de Universidades Catarinenses publicaram ontem uma reflexão sobre a tragédia em Santa Catarina e pedem apoio para enviar o documento ás autoridades competentes. É só acessar o site do Comitê Itajai.

Eis o texto:

As imagens de morros caindo, de desespero e morte, de casas, animais e automóveis sendo tragados por lama e água, vivenciadas por centenas de milhares de pessoas no Vale do Itajaí e Litoral Norte Catarinense nos últimos dias, são distintas, e muito mais graves, das experiências de enchentes que temos na memória, de 1983 e 1984.Por que tudo aconteceu de forma tão diferente e tão trágica? Será que a culpa foi só da chuva, como citam as manchetes? Nossa intenção não é apontar culpados, mas mencionar alguns fatos para reflexão, para tentar encaminhar soluções mais sábias e duradouras, e evitar mais e maiores problemas futuros.



Houve muita chuva sim. No médio vale do Itajaí ocorreu mais que o dobro da quantidade de chuva que causou a enchente de agosto de 1984. Aquela enchente foi causada por 200 mm de chuva em todo o Vale do Itajaí. Agora, em dois dias foram registrados 500 mm de precipitação, ou seja, 500 litros por metro quadrado, mas somente no Médio Vale e no Litoral.A quantidade de chuva de fato impressiona.



Segundo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a floresta amazônica é a principal fonte de precipitações de grande parte do continente e tudo o que acontecer com ela modificará de maneira decisiva o clima no Sul e no norte da América do Sul. Assim, as inundações de Santa Catarina e a seca na Argentina seriam atribuídas à fumaça dos incêndios florestais, que altera drasticamente o mecanismo de aproveitamento do vapor d'água da floresta amazônica.



Outros especialistas discordam dessa hipótese e afirmam que houve um sistema atmosférico perfeitamente possível no Litoral Catarinense.Existe uma periodicidade de anos mais secos e anos mais úmidos, com intervalo de 7 a 10 anos, e entramos no período mais úmido no ano passado. Esse mecanismo faz parte da dinâmica natural do clima. De qualquer forma, outros eventos climáticos como esse são esperados e vão acontecer.



Mas o Vale do Itajaí sabe lidar com enchentes melhor do que qualquer outra região do país. Claro que muito pode ser melhorado no gerenciamento das cheias, à medida que as prefeituras criarem estruturas de defesa civil cada vez mais capacitadas e à medida que os sistemas de monitoramento e informação foremsendo aperfeiçoados.De todos os desastres naturais, as enchentes são os mais previsíveis, e por isso mais fáceis de lidar.



Os deslizamentos e as enxurradas não. Esses são praticamente imprevisíveis, e é aí que reside o real problema dessa catástrofe.É preciso compreender que chuvas intensas são parte do clima subtropical em que vivemos. E é por causa desse clima que surgiu a mata atlântica. Ela não é apenas decoração das paisagens catarinenses, tanto como as matas ciliares não existem apenas para enfeitar as margens de rios. A cobertura florestal natural das encostas, dos topos de morros, das margens de rios e córregos existe para proteger o solo da erosão provocada por chuvas, permite a alimentação dos lençóis d´água e a manutenção de nascentes e rios, e evita que a água da chuva provoque inundações rápidas (enxurradas).



A construção de habitações e estradas sem respeitar a distância de segurança dos cursos d'água acaba se voltando contra essas construções como um bumerangue, levando consigo outras infra-estruturas, como foi o caso do gasoduto. Esse é um dos componentes da tragédia.Já os deslizamentos, ou movimentos de massa, são fenômenos da dinâmica natural da Terra. Mas não é o desmatamento que os causa. A chuva em excesso acaba com as propriedades que dão resistência aos solos e mantos de alteração para permanecerem nas encostas.



O grande problema de ocupar encostas é fazer cortes e morar embaixo ou acima deles. Há certas encostas que não podem ser ocupadas por moradias, principalmente as do vale do Itajaí, onde o manto de intemperismo, pouco resistente, se apresenta muito profundo e com vários planos de possíveis rupturas (deslizamento), além da grande inclinação das encostas. E é aí que começa a explicação de outra parte da tragédia que estamos vivendo.



A ocupação dos solos nas cidades não tem sido feita levando em conta que estão assentadas sobre uma rocha antiga, degradada pelas intempéries, e cuja capacidade de suporte é baixa. Através dos cortes aumenta a instabilidade. As fortes chuvas acabaram com a resistência e assim o material deslizou.A ocupação do solo é ordenada por leis municipais, os planos diretores urbanos. Esses planos diretores definem como as cidades crescem, que áreas vão ocupar e como se dá essa ocupação. Por falta de conhecimento ecológico dos poderes executivo, judiciário e legislativo (ou por não leva-lo em consideração), o código florestal tem sido desrespeitado pelos planos diretores em praticamente todo o Vale do Itajai, e também no litoral catarinense, sob a alegação de que o município é soberano para decidir, ou supondo que a mata é um enfeite desnecessário.



Da mesma forma, as encostas têm sido ocupadas, cortadas e recortadas, à revelia das leis da Natureza.Trata-se de uma falta de compreensão que está alicerçada na idéia, ousada e insensata, de que os terrenos devem ser remodelados para atender aos nossos projetos, em vez de adequarmos nossos projetos aos terrenos reais e sua dinâmica natural nos quais irão se assentar.A postura não é diferente nas áreas rurais, onde a fiscalização ambiental não tem sido eficiente no controle de desmatamentos e intensidade de cultivos em locais impróprios, como mostram as denúncias frequentes veiculadas nas redes que conectam ambientalistas e gestores ambientais de toda região.



A irresponsabilidade se estende, portanto, para toda a sociedade.Deslizamentos, erosão pela chuva e ação dos rios apresentam fatores condicionantes diferentes, mas todos fazem parte da dinâmica natural. A morfologia natural do terreno é uma conquista da natureza, que vai lapidando e moldando a paisagem na busca de um equilíbrio dinâmico. Erode aqui, deposita ali e assim vaiconquistando, ao longo de milhões de anos, uma estabilidade dinâmica.



O que se deve fazer é conhecer sua forma de ação e procurar os cenários da paisagem onde sua atuação seja menos intensa ou não ocorra.As alterações desse modelado pelo homem foram as principais causas dos movimentos de massa que ocorreram em toda a região. Portanto, precisamos evoluir muito na forma de gestão urbana e rural e encontrar mecanismos e instrumentos que permitam a convivência entre cidade, agricultura, rios eencostas.



Por isso tudo, essa catástrofe é um apelo à inteligência e à sabedoria dos novos ou reeleitos gestores municipais e ao governo estadual, que têm o desafio de conduzir seus municípios e toda Santa Catarina a uma crescente robustez aos fenômenos climáticos adversos. Não adianta reconstruir o que foi destruído, sem considerar o equívoco do paradigma que está por trás desse modelo de ocupação. É necessário pensar soluções sustentáveis.



O desafio é reduzir a vulnerabilidade.Uma estranha coincidência é que a tragédia catarinense ocorreu na semana em que a Assembléia Legislativa concluiu as audiências públicas sobre o Código Ambiental, uma lei que é o resultado da pressão de fazendeiros, fábricas de celulose, empreiteiros e outros interesses, apoiados na justa preocupação de pequenos agricultores que dispõe de pequenas extensões de terra para plantio.



Entre outras propostas altamente criticadas por renomados conhecedores do direito constitucional e ambiental, a drástica redução das áreas de preservação permanente ao longo de rios, a desconsideração de áreas declivosas, topos de morro e nascentes, além da eliminação dos campos de altitude (reconhecidas paisagens de recarga de aqüíferos) das áreas protegidas, são dispositivos que aumentam a chance de ocorrência e agravam os efeitos de catástrofes como a que estamos vivendo. Alega o deputado Moacir Sopelsa que a lei ambiental precisa se ajustar à estrutura fundiária catarinense, como se essa estrutura fundiária não fosse, ela mesma, um produto de opções anteriores, que negligenciaram a sua base de sustentação.



Sugerimos que os deputados visitem Luiz Alves, Pomerode, Blumenau, Brusque, só para citar alguns municípios, para aprender que a estrutura fundiária e a urbana é que precisam se ajustar à Natureza. Dela as leis são irrevogáveis e a tentativa de revogá-las ou ignorá-las custam muitas vidas e dinheiro público e privado.É hora de ter pressa em atender os milhares de flagelados.



Não é hora de ter pressa em aprovar uma lei que torna o território catarinense ainda mais vulnerável para catástrofes naturais.



Prof. Dra. Beate Frank (FURB, Projeto Piava)

Prof. Dr. Antonio Fernando S. Guerra (UNIVALI)

Prof. Dra. Edna Lindaura Luiz (UNESC)

Prof. Dr. Gilberto Valente Canali (Ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos)

Prof. Dr. Hector Leis (UFSC)

João Guilherme Wegner da Cunha (CREA/CONSEMA)

Prof. Dr. Juarês Aumond (FURB)

Prof. Dr. Julio Cezar Refosco (FURB)

Prof. Dr. Lino Fernando Bragança Peres (UFSC)

Prof. Dra. Lúcia Sevegnani (FURB)

Prof. Dr. Luciano Florit (FURB)

Prof. Dr. Luiz Fernando P. Sales (UNIVALI)

Prof. Dr. Luiz Fernando Scheibe (UFSC)

Prof. Dr. Marcus Polette (UNIVALI)

Prof. Dra. Noemia Bohn (FURB)Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular - NESSOP (UFSC)

Prof. Dra. Sandra Momm Schult (FURB)

Equipe do Projeto Piava (Fundação Agência de Água do Vale do Itajaí).

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

JUAN MIRÓ

"L'oiseau au plumage deployé vole vers l'arbre argenté"

Um pequeno intervalo, um suspiro, um descanso. E com Miró isso é possível. Sua imagens, quase infantis, suas cores, seu traço, nos conduzem a um outro mundo. Um mundo do lúdico, da cor... Miró nos conduz a um outro jeito de olhar, de contemplar. Com ele não é preciso raciocinar. Basta olhar e sorrir.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O SOL VOLTOU

Lagoa da Conceição
foto:elaine borges
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INSENSIBILIDADE

Domingo à noite vi uma bela iniciativa: o programa SOS Santa Catarina transmitido pela TV Cultura de S.Paulo, da Fundação Padre Anchieta. Vários cantores lá estiveram – Ed Motta, Leci Brandão, entre outros – e o ingresso eram doações para o povo cá de nosso Estado que está sofrendo muito com a tragédia que se abateu especialmente nos municípios do Vale do Itajaí.
Mas houve um momento vergonhoso: foi quando, chamado para falar sobre o que ocorria em Santa Catarina, o prefeito de Florianópolis, Dario Berger, disse que cá na Ilha os prejuízos eram poucos - o deslizamento de parte de um morro na SC-401, estrada que leva às praias do norte - e conclamou o povo de S. Paulo a fazer turismo porque até o início da temporada de verão tudo estaria funcionando.


A pergunta indignada é: onde fica a solidariedade? Basta percorrer alguns quilômetros em qualquer direção para ver o drama de milhares de catarinenses. São 114 mortes, 80 mil desabrigados, 5.000 casas destruídas em Blumenau e 350, sem condições de reforma, serão demolidas. O bairro Garcia continua interditado porque há riscos de desmoronamentos. Famílias começam a enterrar seus mortos. O hospital de campanha do exército já está funcionando às margens da BR-101, próximo a Itajaí, com capacidade para atender 400 pessoas... Ou seja, há muitos dramas, muitas famílias atingidas pelas inundações e deslizamentos e o prefeito conclamando todos a fazer turismo em Florianópolis. E nenhuma palavra de apoio às vítimas, seus conterrâneos. Foi uma demonstração de insensibilidade do prefeito que, aliás, pouco apareceu nesses trágicos dias que a população de Santa Catarina está vivendo.