sábado, 12 de dezembro de 2009

FIM DA TARDE


Final da tarde de hoje (foto: elaine borges)

DE MANOEL DE BARROS:

No fim da tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal: meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro.

A ÁRVORE: EXPLICAÇÕES ESFARRAPADAS

Vejam só, um debate que serviria finalmente para esclarecer quem são os patrocinadores da tão polêmica árvore de Natal, o que se viu agora há pouco na TVCom foram explicações esfarrapadas do Secretário de Turismo de Florianópolis, Mário Cavallazzi. O vereador João Amin (PP) tentou focar o debate no principal assunto: o superfaturamento da árvore - R$ 3.7 milhões - inaugurada no dia 5 de novembro na Avenida Beira Mar Norte. No entanto, as explicações não foram convincentes, embora o Secretário insista em dizer que o dinheiro não saiu dos cofres públicos.


O vereador João Amin teve atendida a ação popular e ontem a Justiça determinou que o contrato que a Prefeitura fez com a Palco Sul, que tem sede em Tubarão, fosse suspenso e ainda determinou a anulação dos próximos pagamentos, bem como o sequestro de R$2.120 milhões das contas da empresa responsável pela montagem e desmontagem da árvore.


O debate no programa Conversas Cruzadas seria uma ótima oportunidade para o Secretário de Turismo do Município esclarecer toda essa polêmica em torno da árvore de Natal, mas o que vi foram frágeis tentativas de esclarecimentos e ainda muita grosseria e até ofensas pessoais do Secretário, visivelmente irritado.



Com todo esse imbroglio a programação das festas natalinas foram suspensas. Foi o que disse Mário Cavallazzi, porta voz do prefeito Dario Berger, porque o palco onde seriam realizados os shows também faz parte do contrato com a Palco Sul que foi suspenso por determinação da Justiça. Mas salientou que fariam "esforços" para que as festas de final de ano fossem realizadas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A ÁRVORE DA DISCÓRDIA : MAIS POLÊMICA

Muito difícil entender as explicações do Secretário de Turismo de Florianópolis, Mário Cavallazzi, que há dias vem dando entrevistas aos jornais, emissoras de televisão, de rádio, tentando explicar o tão polêmico contrato com a Palco Sul para montar a árvore de Natal na Avenida Beira Mar ao custo total de R$3.7 milhões. Hoje de manhã, em longa entrevista na rádio CBN/Diário, mais explicações.
Confesso minha ignorância. Não consigo entender como é feito um contrato com uma empresa, a Palco Sul, sem licitação por “notória especialização” e esta subcontratou duas outras por R$ 1.7 milhões. Também não entendo quando o Secretário diz que não pode revelar os nomes das empresas privadas que se responsabilizaram por pagar as despesas com a montagem e desmontagem da árvore “por razões de contrato”. Quem patrocina alguma coisa, quer publicidade, quer aparecer. Com o caso de tão polêmica árvore de Natal os patrocinadores não querem colocar lá sua griffe. Dá pra entender?
Se tudo fosse feito com total transparência o Ministério Público não teria ajuizado uma ação cautelar no Tribunal de Justiça pedindo a suspensão do contrato e dos pagamentos pela instalação da árvore de Natal.
Diz matéria do DC de hoje: Os promotores Ricardo Paladino e Newton Trennepohl, que analisaram documentos enviados pela prefeitura, viram diferença de R$ 2 milhões entre o que a empresa PalcoSul deve receber (R$ 3,7 milhões), segundo o contrato, e o que repassou a duas empresas que subcontratou para fazer o trabalho (R$ 1,7 milhão). Também questionam a dispensa de licitação, adotada pela prefeitura sob o argumento de que a PalcoSul tem notória especialização. Eles não pedem a desmontagem da árvore.– A PalcoSul nunca havia feito uma árvore desse tipo. Ela não tem notória especialização, tanto é que subcontratou outras duas empresas, o que também é irregular – disse Paladino.
Pelo que se vê, mais capítulos virão dessa polêmica novela envolvendo tanta grana. Dinheiro público, com certeza - o nosso, que pagamos impostos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

À ESPERA DO SONINHO

foto: elaine borges
Madrugada de quarta-feira: enquanto o sono não vem, a Bibi se acomoda como pode no sofá.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UM BELO ESPETÁCULO

Até eu que não costumo assistir jogos de futebol fiquei fascinada ontem pelo que vi na televisão. A torcida do Flamengo é um espetáculo! Aquele montão de gente (80 mil, dizem) cantando, vibrando, chorando, se emocionando, foi lindo de ver. O jogo, em si, até que não foi lá tão sensacional. O Grêmio jogou bem e com dignidade. E o belo gesto do técnico Andrade deixando seus jogadores fazerem a festa e sair em silêncio para os vestiários(após receber um banho de água) foi também o gesto de um homem simples mas de grande personalidade. Foi como se dissesse:"a festa é de voces, meninos". Mas foi dele também que, do seu jeito, conduziu o Flamengo à vitória final.

Foi, pra mim, um domingo atípico: também parei na frente da televisão para ver um simples jogo de futebol que se transformou em grande espetáculo com tantas emoções e muita alegria. Foi bonito de ver.
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E, ainda, sobre a polêmica árvore de Natal: lá está ela, brilhando à noite. Mas ainda não é a árvore dos sonhos da população. Uma senhora, entrevistada por um repórter da RBS, disse com toda a sinceridade que não gostou. Concordo com ela. Talvez por saber que a história sobre seu custo e, principalmente, quem vai pagar a conta (R$3.7 milhões) não está bem contada.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A ÁRVORE ACENDEU, APAGOU, ACENDEU E... APAGOU.

foto: elaine borges
Às 21.9 horas a árvore de Natal na Avenida Beira Mar Norte estava assim, exibindo uma mistura de cores, os famosos LEDs. Fiquei por lá alguns minutos, fiz outras fotos e subi a pé a Avenida. Daí, olhei pra trás e - surpresa - a árvore estava quase totalmente apagada. Não fui perguntar o que tinha acontecido, mas parece que, como se diz quando o foguete não estoura, "deu chabu", pifou. No elevador, meus vizinhos reclamavam: "o que foi aquilo, cadê as luzes, não vimos nada e o pior é que estou perdendo minha novela!"
Não fui perguntar aos organizadores o que estava acontecendo. Apenas relato o que vi até quase dez da noite. Talvez mais tarde as luzes tenham voltado. Pelo custo exorbitante - R$3.7 milhões - a inauguração foi uma desastre.

ÁRVORE DA DISCÓRDIA (1)

foto: elaine borges

A polêmica árvore de Natal, que custou R$ 3.7 milhões, hoje à tarde ainda recebia os últimos retoques para ser inaugurada daqui a pouco. O secretário de Turismo, Mário Cavallazzi, questionado pelo DC , disse que a árvore montada pela ParcoSul, responsável por sua "criação, execução, montagem e desmontagem", será paga 100% pela iniciativa privada, mas, "por questões de contrato eu não posso citar o nome das empresas".

A cerimônia oficial da inauguração será às 20.30 hs. Um pouco antes haverá shows com a banda Na Moral e a cantora Mallu Magalhães.

A ÁRVORE DA DISCÓRDIA

Continua a discussão sobre a árvore de Natal que a prefeitura está montando na Avenida Beiramar e que deve ser inaugurada hoje à noite. Li no blog do Damião mais detalhes sobre o mais novo capítulo dessa lamentável iniciativa da equipe do prefeito Dario Berger. A árvore está sendo montada sem autorização do Patrimônio da União, proprietária da área. A informação foi dada pelo vereador João Amin (PP) em entrevista à radio CBN/Diário. O Ministério Público Estadual já havia informado que iria solicitar mais informações sobre esse suspeito convenio com a empresa responsável pela montagem da árvore sem que houvesse licitação pública.
Mais informações sobre esse vergonhoso imbroglio leia aqui.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

FLORIANÓPOLIS: HORA DE REAGIR

foto: elaine borges

Enquanto escrevia o texto abaixo, recebi este artigo assinado por meu amigo e colega Laudelino Sardá e publicado no DC do dia 27 com o título:

FLORIPA PRECISA REAGIR


A desordem no crescimento urbano é reflexo do descompromisso e da ostentação de uma gestão pública incapaz de enxergar os sinais de decadência de Florianópolis. Bastaria gostar da cidade para o gestor identificar as ameaças de deterioração social e econômica e investir em soluções rápidas. Mas o gestor ignorou o perfil de uma cidade fincada entre montanhas e mar, preferindo obras vistosas, como os viadutos, aliás, aqueles amontoados de concreto. O ano encerra-se com a cidade em estado deplorável. O tenor italiano Andrea Bocelli não cantará mais por R$ 4 milhões. Músicos da Itália terão de vir com ele e, assim, mais R$ 1,4 milhão de despesas. A árvore de Natal não sairá por menos de R$ 3 milhões, enquanto os fogos de artifício vão exigir mais um desembolso de quase R$ 1,5 milhão. Há os gastos de R$ 1,8 milhão com mais um kartódromo, e Schumacher exigiu um cachê de U$ 400 mil para vir dar uma voltinha de kart na pista. Foi para isso que o Sapiens Parque foi projetado?Neste cenário desolador, a cidade perdeu até o que tinha. Seus teatros vivem fechados, casas históricas em demolição, as raízes artísticas em extinção e nada é construído pensando na história e na vida de Florianópolis. Somos, hoje, uma cidade desconstruída, sem identidade. Todos os seus segmentos, quer culturais ou empresariais, estão adormecidos, quem sabe com medo de o governante prenunciar o mal, a exemplo de Floriano Peixoto, que matou dezenas de ilhéus em nome de uma falsa república. É preciso reagir. E, independente de ideologias e de partidos sem ideologias, Florianópolis necessita recuperar a sua dignidade para afastar o risco de o prefeito alienígena e irresponsável destruir completamente este manto natural que ainda espelha uma referência mundial em qualidade de vida.O silêncio da cidade é o verme que a consome.

O que causou estranheza foi o fato do jornal ter publicado tão dura crítica - e com razão. Como disse meu amigo Marcelo (que me repassou o texto acima) "talvez por cochilo do editor".


UM CANTO TODO SEU

foto: elaine borges
Nos últimos tempos tenho percebido que aumenta minha indignação com o que vejo, observo, constato, através da mídia, dos papos, das leituras... Avolumam-se casos de mediocridade, pobreza, manipulação dos fatos, versões obviamente tortuosas para evitar ir direto ao ponto, de conluios entre representantes dos poderes constituídos com os donos da mídia, com adesão de determinados jornalistas... Cenas que estão sendo veiculadas mostrando pacotes de dinheiro colocados nas meias, nas cuecas, nos bolsos dos paletos, em sacolas, dos políticos do governo do Distrito Federal, liderados pelo governador Jose Roberto Arruda (DEM) em consequência da operação deflagrada pela Polícia Federal enojam, revoltam... Pior ainda o argumento do Arruda: os 50 mil eram para comprar 120 mil panetones para distribuir à população da periferia de Brasília!!!
E cá na Ilha, um conhecido comentarista da RBS, Luiz Carlos Prates, fez veemente defesa da ditadura militar, negando que houvesse censura. Para ele, Figueiredo “nos ensinou o caminho da verdadeira luta e da verdadeira e legítima democracia”. O comentário foi feito no dia 30, no aniversário da Novembrada, quando o povo de Florianópolis foi o primeiro a dar seu grito de “basta”. Eu fui testemunha e também vítima (um segurança do Figueiredo me empurrou contra uma parede e fiquei com a perna roxa por vários dias). Não vi o comentário do colunista, recebi a informação via e-mail do Celso Vicenzi e depois li no site da Carta Maior. Mas quem quiser ver vá lá no http://sambaquinarede2.blogspot.com/2009/11/o-trombeta-da-ditadura-insanidade-no.html.
Mais uma vez, suspiro e não consigo reencontrar o otimismo e a esperança que tive anos atrás. Melhor fazer como minha gatinha de quatro patas: enroscar seu corpinho peludo num canto todo seu e lá ficar, bem longe deste insensato mundo.