segunda-feira, 29 de julho de 2013

LAGOA DA CONCEIÇÃO - AS CORES DO INVERNO

 
 
 
 
Lagoa da Conceição ( fotos: elaine borges)

Passado o intenso frio - e o lindo espetáculo da neve no Cambirela - o inverno é também uma estação onde os tons dos cinzas, o brilho nas águas da lagoa, a tranquilidade dos pescadores tecendo suas redes, crianças brincando...cenas que exigem um clic  para tentar eternizar tão belos momentos. E esta manhã de segunda, com média de 20 graus, estava  deslumbrante.

terça-feira, 23 de julho de 2013

ATRÁS DA PONTE, A NEVE

 
 
 
 
 
Neve atrás da ponte (fotos: elaine borges)

Da janela do apartamento, vi essas belíssimas paisagens: atrás da ponte Hercílio Luz, lá no topo do morro do Cambirela, havia tufos de neve. Que bonito de ver. Eram quase meio-dia de uma ensolarada manhã de terça-feira com muito frio. Em mais de 60 cidades de Santa Catarina o frio foi muito intenso, com ocorrência de neve e termômetros marcando temperaturas abaixo de zero em várias regiões.   

domingo, 30 de junho de 2013

A LAGOA EM DOIS MOMENTOS

 
 
Lagoa da Conceição (fotos: elaine borges)

Enquanto acontecem incontáveis manifestações Brasil afora, o momento é também de observar e torcer para que os gritos das ruas não resultem numa grande frustração. As comportas foram abertas. O momento exige cautela. É preciso observar com atenção e evitar que, ao invés de um passo a frente rumo ao aperfeiçoamento da democracia, haja um recuo e aquilo que nós, brasileiros, conquistamos com tanto sacrifício ( muitos pagaram com suas vidas) resulte em recuo, retrocesso. As manifestações prosseguem e o mundo político corre para ocupar espaços perdidos. E cá do meu canto, continuo registrando o que está ao meu redor, sem deixar de torcer para que nossos sonhos se tornem realidade. Como li em um cartaz que dois senhores levavam em uma das manifestações no Rio, "os jovens de 68 apóiam os jovens de 2013".  

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O DIA SEGUINTE

 
Ponte Hercílio Luz ( foto: elaine borges)

Primeiro dia de inverno. Mas o dia amanheceu como se fosse primavera. Não a primavera de Praga, mas aquela em todos acordaram com a mente quieta e o coração tranquilo (d"aprés  Walter Franco). Após dias de agito, de manifestações, de gritos em que todos externavam sua indignação com um país cujos mandantes estão voltados apenas para seus interesses, governando de costas para o povo, é o momento de reunir mais força. E o  friozinho deste inverno que se inicia ( 15 graus) pede recolhimento. 

FAZENDO HISTÓRIA

 
 
 
Manifestação em Florianópolis ( fotos: elaine borges)

Da minha janela, vi , com muita emoção, um momento histórico: a manifestação de milhares de pessoas em Florianópolis ( 20 mil, segundo a PM) se unindo às multidões de brasileiros que, nos últimos dias, têm gritado BASTA!!! Um basta que não mais poderá ser ignorados por todos os governantes de nosso país que acreditavam que ações paliativas seriam suficientes para contentar o povo e mantê-los passivos e conformados. A primeira conquista veio ontem: a diminuição das tarifas dos transportes coletivos em várias cidades. Essa foi a principal bandeira levantada pelo Movimento Passe Livre e que levou o povo às ruas. Mas não parou aí e - espero - não vai parar. Os cartazes mostrados nas manifestações não deixam dúvidas. Há muito mais: educação de qualidade,  mais verbas para a saúde, salários dignos para os professores... E não adianta apenas baixar o preço das passagens de ônibus e acreditar que todos recolherão suas bandeiras. Há, por exemplo, a questão da qualidade dos transportes públicos. Como disse a cientista política da Ebape-FGV Sonia Fleury numa entrevista a Globo News:  "Será que a qualidade do serviço vai melhorar? Os vinte centavos são só a ponta do enorme iceberg dessas questões de atendimento às demandas cidadãs". O que vimos nos últimos dias foi só o começo. Os brasileiros estão fazendo história. E nós, cá de Florianóplis, estamos mostrando que, se um dia gritamos "Fora Figueiredo" hoje também gritamos: BASTA! E fomos pras ruas.

terça-feira, 14 de maio de 2013

COMEÇA A SAFRA DA TAINHA

 
Pescador e a rede ( foto: elaine borges)

Começa amanhã o período mais esperado pelos pescadores artesanais do litoral catarinense: a safra da tainha. Dados do sindicato da categoria indicam que oitenta obtiveram licença para pescar na região da Grande Florianópolis. Mas há queixas: os grande barcos atuneiros estão invadindo o litoral e podem impedir que os cardumes de tainha se aproximem da praia. Na semana passada, um grande cardume foi visto próximo a praia do Campeche mas, como ainda não havia autorização para a pesca, os pescadores só puderam olhar, uns extremamente irritados. No último final de semana, na Lagoa da Conceição,  alguns arrumavam suas redes com a esperança de que neste ano a safra seja melhor do que a do ano passado.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O OPERÁRIO, O CÉU, A REDE

 
 

 O homem, o céu, a rede ( fotos: elaine borges)

Vi esta cena hoje de manhã: um operário colocando a rede de proteção sobre o prédio de 12 andares, tendo ao fundo o belíssimo azul do céu.

domingo, 5 de maio de 2013

GOTAS-DE-SANGUE COM GOTINHAS DE CHUVA

 
 
Gotas-de-sangue ( fotos : elaine borges)

O que se faz numa tarde de domingo chuvosa? Tanta coisa! Eu, por exemplo, gosto de me enroscar na cama com minha gatinha peluda esquentando meus pés, enquanto busco na televisão algum programa interessante. Ou, então, abrir um livro e perceber, de repente, que tenho ali, nas mãos, um escritor instigante, que escreve bem e nos leva, pela imaginação, à caminhos ainda não descobertos. E constatar, mais uma vez, que a leitura continua sendo um dos grandes prazeres da vida. Ou pode-se não fazer nada e ficar ali,  olhando os pingos da chuva cair nas flores e folhas das gotas-de-sangue, ou bico-de-papagaio ( como também são conhecidas) que estão do outro lado da janela do meu quarto, ao alcance da minha pequena câmera. Ao lado, na mata atrás do muro, folhas das árvores brilham molhadas pela chuva. É a exuberância da mata acolhendo a chuva após vinte dias de muita seca e calor. E as gotas-de-sangue, que florescem no outono, já exibem suas flores vermelhas  dando as boas vindas a nova estação que chega tardiamente. E a minha tarde de domingo passa ouvindo o delicioso barulhinho da chuva.  

sábado, 27 de abril de 2013

VENDO A LUA ENTRE AS ÁRVORES

 
Lua cheia  -  foto: elaine borges)

 As lindas noites de lua cheia têm sido motivo de comentários cá na Ilha. Há quem permaneça horas contemplando o céu, encantado com tanta beleza. A foto acima foi feita nesta madrugada. Bastou olhar pra cima e - clic - o momento de tanta beleza ficou registrado.
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SATÉLITE

Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A lua baça
Paira.

Muito cosmograficamente
Satélite.

Desmetaforizada,
Desmitificada,

Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e enamorados,
Mas tão somente
Satélite.

Ah! Lua deste fim de tarde,
Desmissionária de atribuições românticas;
Sem show para as disponibilidades sentimentais!

Fatigado de mais-valia,
gosto de ti, assim:
Coisa em si,
-Satélite.


                                            Manuel Bandeira

domingo, 21 de abril de 2013

UM POETA MARCADO PELO INSÓLITO


Árvores  - Praça B. Constant ( foto: elaine borges)
 De Mattew Rohrer (*)

ALGUM CARA DISSE que Wittgenstein provou que não há pensamento sem linguagem.

Wittgenstein nunca viu um passarinho ou um urso.
Árvores balançavam no parque e suas copas se encostavam com ternura.
Mesmo sendo o mais novo, eu sou o professor!
Corvos gritam para mim no telhado e não conseguem pousar.
Acordo indistinguível da manhã deslavada.
Tudo que sou é pensamento sem linguagem.

(*) Matthew Rohrer é um poeta americano que descobri lendo a revista Piauí ( número 77, fevereiro de 2013).  Ele nasceu em 1970, no Michigan e cresceu em Oklahoma. Sobre ele, escreveu Eucanaã Ferraz na citada revista: “nada é excepcional quanto aos temas – acontecimentos cotidianos, passagens comuns, cenas e ambientes urbanos em flashes em que a natureza parece emergir da memória; o mesmo se dá com a forma – sintaxe clara, escolha vocabular descomplicada e tom decididamente coloquial. De tudo isso resulta, no entanto, um universo extravagante . O leitor logo percebe que está diante de significados movediços, construídos por frases instáveis, combinações estranhas e vazias. Trata-se, sem dúvida, de uma escrita marcada pelo insólito: se nada escapa da esfera cotidiana, o trivial vê-se inteiramente entrelaçado com a imaginação e a liberdade”.