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terça-feira, 30 de novembro de 2010

UMA LÁGRIMA PARA MARIO MONICELLI

foto: reprodução

Morreu Mario Monicelli. Não de morte natural, se jogou da janela de um hospital em Roma. Estava com câncer na prostrata. Tinha 95 anos e ao longo de sua vida fez filmes geniais, cheios de ironia, humor, sarcasmo, ternura...Morreu o cineasta do Parente é Serpente, da trilogia Meus Caros Amigos, Quinteto Irreverente, Caros e F...Amigos, do O Incrível Exército de Brancaleone... Vi todos. Ainda revejo e sempre dou boas gargalhadas. No Parente é Serpente (*) Monicelli conta o encontro de uma família que se reune na casa da nonna para as festas de fim de ano. No começo, tudo corre muito bem, mas quando a nonna comunica que decidiu vender a casa e ir morar com os filhos a união familiar desmorona. Em pânico, ninguém quer morar com a velha senhora. A solução encontrada para resolver o problema é surpreendente. Se puderem, vejam esse filme (tem em DVD), um clássico da comédia italiana.

Mario Monicelli foi um grande cineasta. Retratava com carinho os conflitos humanos, das famílias, dos amigos, dos velhos, desse cotidiano muitas vezes tão banal mas tão rico da vida de todos nós.

(*) Quem acompanha a novela Passione vai lembrar que a Gemma (Aracy Balabanian) costuma dizer "Parenti Serpenti", numa clara alusão ao filme. No capítulo de sábado, diante das encrencas da família, disse mais uma vez a famosa frase.

sábado, 27 de novembro de 2010

O BOM E VELHO WOODY ALLEN

Felicidade completa? Não existe. Buscar a alegria e rir de si mesmo. Discutir a velhice e suas limitações. Fatos que acontecem por mero acaso. Surpresas. Utopias. Planos que, no final, não dão certo. O grande lance da vida que virou frustração. São temas recorrentes nos filmes de Woody Allen. E não é diferente nesse último que vi hoje, no Floripa Shopping, com um título enorme:" Você Vai Conhecer o Homem da Sua Vida". Um casal que enfrenta momentos instáveis da relação. Ele (Josh Brolin) um escritor frustrado, ela (Naomi Watts) especialista em arte que se apaixona pelo chefe (Antonio Banderas). Um casal cujo marido setentão (Anthony Hopkins) deixa a mulher (Gemma Jones) com quem era casado há mais de 40 anos e casa com uma jovem prostituta (Lucy Punch). A velha esposa consulta uma vidente charlatã e segue cegamente seus conselhos... Nesses encontros e desencontros, Woody Allen vai desenvolvendo mais essa comédia romântica (ou tragédia?) , com diálogos inteligentes e sua costumeira ironia. São momentos cheios de som e fúria, como ele mesmo lembra, citando Shakespeare. É, como sempre, um bom filme. E, para quem gosta de Woody Allen como eu, imperdível.

domingo, 30 de maio de 2010

DENNIS HOPPER E SEU DESTINO FINAL


Fotos: elaine borges (reprodução capa LP Easy Rider)
Prestei hoje uma homenagem ao talentoso Dennis Hopper que morreu sábado, aos 74 anos. E a maneira que achei para homenageá-lo foi ouvindo todo o LP (sim, ainda ouço minhas queridas "bolachas") que tem a trilha sonora do Easy Rider (Sem Destino), de 1969, do qual foi coautor do roteiro, ator e diretor. Lá estão The Pusher e Born to be wild, do Steppenwolf, Wasn’t born to follow, com The Byrds, If six was nine, com The Jimi Hendrix Experience… Quem gosta de música e cinema já sabe do que se trata. Easy Rider é um filme, hoje cult, sobre a viagem de dois motoqueiros pelo sudeste e sul dos Estados Unidos, acompanhados em parte por um advogado alcoólatra interpretado por Jack Nicholson. Mas não é um filme de motociclistas. Como definiu Hopper em uma entrevista no ano passado: “muito dele era sobre o que estava acontecendo na política do país”.
Sem Destino” consta na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos, segundo o American Film Institute.
Outros papéis marcantes do Dennis Hopper como ator: Apocalypse now (1979) de Francis Ford Coppola, e Veludo Azul (1986) de David Lynch.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

E A INDIA VENCEU A AMÉRICA



(Fotos:reprodução TV)
"Quem quer ser um milionário?" ganhou o Oscar de melhor filme, Danny Boyle foi escolhido o melhor diretor e, além disso, o filme ganhou mais seis Oscar. Hoje, nos noticiários na TV vejo famílias dos atores indianos festejando, lá em Mumbai, na India, a premiação cá na América. Estranho, não? Não entendo muito bem essa premiação. Não vi ainda o filme (cá na Ilha só está passando em uma sala de cinema às 21h40) mas o que me causou mais estranheza foi ler o comentário do crítico Inácio Araujo, na Folha, que considerou o filme "péssimo". Como um filme tão ruim - segundo um respeitável estudioso de cinema - pode ser tão badalado e receber tantos premios? O fato é que os indianos fizeram a festa na América.

Mas houve justiça na escolha da melhor atriz: Kate Winslet, por sua atuação no ótimo filme "O Leitor". Acompanhei toda a cerimônia ( faço isso, sempre, o que muitos consideram uma perda de tempo) e foi bonito de ver grandes atrizes e atores, no palco, homenageando os mais novatos. Lá estavam Sophia Loren, Shirley MacLaine, Robert DeNiro, Michael Douglas e tantos outros, tecendo rasgados elogios aos atores selecionados.

Sean Penn também foi muito aplaudido, ao receber o Oscar como melhor ator pelo filme "Milk - A Voz da Igualdade" (que nós cá da Ilha também ainda não vimos). Não foi surpresa o Oscar de melhor ator coadjuvante para Heath Ledger, o Coringa do "Batman, O Cavaleiro das Trevas", que morreu no ano passado, e foi representado por sua família. E Penélope Cruz, eufórica, lembrou Almodóvar quando agradecia o Oscar como atriz coadjuvante pelo filme "Vicky Cristina Barcelona", do Woody Allen.



E o casal mais badalado do cinema - Angelina Jolie e Brad Pitt - ficou de fora, mas lá estavam. Ela elegantérrima e ele, como sempre, um charme. E tem demonstrado que é também um bom ator. O bonito filme "O Curioso Caso de Benjamin Button" só ganhou Oscar pelos efeitos técnicos, mas é muito bom, vale ser visto. E a Jolie também ficou de fora: concorria como melhor atriz em "A Troca", também bom.

A nós, moradores de Florianópolis, resta esperar que os donos das redes de cinema coloquem nas suas programações todos os filmes indicados e premiados. Aliás, com o fechamento das tres salas do Beiramar Shopping, ficamos apenas com as salas de cinema dos dois shoppings na Ilha e um no Continente. Nossa "salvação" continua sendo o CIC.