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sábado, 5 de janeiro de 2013

A IMPORTÂNCIA DAS COISAS

 
 
 Encantamentos... ( fotos: elaine borges)

...que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc.
Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.

Manoel de Barros

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

CORES DA PRIMAVERA

 
 
 Primavera na Ilha (fotos : elaine borges)

Flores, árvores, cores intensas... A Ilha está assim nestes dias de primavera. No Largo Benjamin Constant, flores se misturam aos galhos das árvores e, para completar tão bonito momento, os passarinhos estão por lá, cantando, voando...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A PRIMAVERA

fotos: elaine borges
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome,
nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata,
essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar suas vida
para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das
raízes, e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios
de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação.
Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares - e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primavera distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera a que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, - e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora os entendeu e amou.
Enquanto há primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, - por fidelidades à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida - e efêmera.
Cecília Meireles - Obra em Prosa - volume I (Editora Nova Fronteira - 1998).

domingo, 4 de setembro de 2011

OS MENINOS, A LOLA, AS ORQUÍDEAS



Posted by Picasafotos: elaine borges
Os meninos jogando na beira da lagoa, a Lola apreciando a paisagem, os "olhos-de-boneca", como são conhecidas essas orquídeas (dendrobium hybrid)... Pequenos momentos nessa ensolarada tarde de domingo cá na bela Ilha de Santa Catarina.