Depois da absurda decisão de excomungar médicos e equipe do hospital de Pernambuco que fizeram o aborto de uma menina de nove anos, grávida de gêmeos, cujo pai era seu padrasto e que corria o risco de morrer, a Igreja Católica me sai com esta: a máquina de lavar contribuiu mais para a liberação da mulher do que a pílula, o direito a trabalhar fora de casa ou o direito ao aborto. Isso mesmo. Pasmem. Essa é de ler sentada e ficar de “bouche bée” (boca aberta) como exclamam os franceses. Boca aberta é pouco para tanto absurdo. Chega até ser ridículo. Com posições tão retrógradas, o Vaticano ainda não sabe por que tem diminuído o número de fieis no mundo inteiro.
A notícia é resultado de um artigo publicado no L’osservatore Romano de domingo para registrar o Dia Internacional da Mulher. O título do longo artigo, como informa a agência Reuters e tantas outras do País é: “O que no século XX fez mais para liberar as mulheres ocidentais?”. “O debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar”.
“O texto então conta a história da máquina de lavar, desde um modelo rudimentar de 1767 na Alemanha, até os modernos equipamentos com os quais a mulher pode tomar um capuccino com as amigas enquanto a roupa é batida”.
Nome em homenagem aos antigos moradores da Lagoa da Conceição que costumavam pegar muito siri nos seus balaios.Em especial a Lina Alexandrina, velha dama digna, rendeira, benzedeira, personagem rara de um lugar hoje totalmente transformado.E também porque, como os siris, aqui, um assunto puxa outro, passando por cinema,literatura,politica, assuntinhos leves, coisas da vida...
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terça-feira, 10 de março de 2009
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